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Menos de 48 horas após anunciar sua pré-candidatura à Presidência — e o mercado reagir com a maior queda do Ibovespa em 4 anos — Flávio Bolsonaro parece ter voltado atrás. | ||||
Neste domingo, o senador afirmou que sua pré-candidatura à Presidência em 2026 pode ser retirada — só que com algumas condições. | ||||
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Mas o senador não esperou até hoje para falar qual a sua condição. Em entrevista à Record, ele declarou: | ||||
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Nos bastidores, o recado é entendido como um empurrão para que avance o projeto de anistia aos condenados pelo STF pelos atos golpistas, o que beneficiaria diretamente seu pai. | ||||
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A estratégia por trás | ||||
Pense que Flávio, dentre os nomes ventilados na direita, é o que menos teria forças para derrotar Lula — pelo menos é o que indica essa pesquisa. Mesmo assim, sua candidatura atrapalharia os planos do Centrão, que desejam Tarcísio ou Ratinho Jr. | ||||
Assim, ter Flávio na disputa seria uma forma de forçar uma negociação com o Centrão. O senador poderia sair da briga pelo Planalto em troca de acordos — seja a anistia do seu pai ou o nome dele como vice em uma chapa com Tarcísio, o qual chamou de “o principal cara do nosso time”. | ||||
Ao que tudo indica, Flávio está sendo mais utilizado como um “ativo de barganha” do que como a figura que representará Bolsonaro e a direita nas eleições do ano que vem. No fim, a disputa não é só sobre 2026, mas também sobre o futuro do Bolsonaro. | ||||
