A crise da Enel em São Paulo abriu a porta que o governo estava procurando.

 


Após 2,2 milhões de imóveis ficarem sem energia na semana passada (terceira vez em três anos), o ministério formalizou o pedido para a Aneel iniciar a caducidade do contrato. A distribuidora pode perder a concessão.

E o mercado já está de olho. Âmbar (grupo J&F), Equatorial e CPFL aparecem como as principais candidatas.

  • A CPFL é a mais óbvia: já atua em SP, tem baixa alavancagem e o respaldo financeiro da chinesa State Grid.

  • Equatorial tem expertise em recuperar concessões problemáticas, mas está mais alavancada.

  • Âmbar é a outsider — forte financeiramente, mas sem experiência em grandes centros urbanos.

Por que importa: A concessão de SP é a maior da América Latina, com 8,5 milhões de imóveis e contrato até 2028. Gera caixa pesada. A Enel não sai fácil — pode judicializar tudo.

Enquanto isso, quem conseguir assumir ganha um ativo valioso e a chance de recuperar a reputação que a distribuidora destroçou.

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