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A novela do controle da Braskem finalmente ganhou um capítulo decisivo, e ele ajuda a entender como grandes empresas mudam de mãos no Brasil quando dívidas entram no jogo. | ||
Uma dose de contexto: A Braskem, petroquímica líder na produção de plásticos que faturou R$ 13 bi em 2024, passou anos paralisada por disputas societárias, desastre ambiental em Maceió e alta alavancagem. | ||
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Foi nesse cenário que a IG4 Capital entrou no negócio. Em vez de comprar ações diretamente, a gestora optou por um caminho comum em grandes reestruturações: comprar a dívida do controlador. | ||
A antiga controladora, Novonor (ex-Odebrecht), hoje em recuperação judicial, devia cerca de R$ 20 bilhões a bancos como Itaú, Bradesco, Santander, BB e BNDES. Essas dívidas tinham como garantia justamente as ações da Braskem. | ||
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Se o negócio for aprovado pelo Cade, a IG4 ficará com 50,1% do capital votante, dividindo o controle com a Petrobras. A Novonor sai do comando e fica com apenas 4%, sem poder de decisão. Seria o fim de um impasse que durou anos… |
