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Os pesquisadores afirmam que não existe um nível totalmente seguro de ingestão de álcool quando o assunto é risco oncológico. A análise reuniu dados de mais de 60 estudos científicos e mostrou que tanto a quantidade quanto a frequência do consumo influenciam diretamente na probabilidade de surgimento de tumores ao longo do tempo.
Entre os tipos de câncer mais frequentemente relacionados ao consumo de álcool estão os de mama, cólon, reto, fígado, boca, laringe, esôfago e estômago. Segundo os cientistas, o efeito do álcool no organismo é silencioso e cumulativo, o que significa que o risco aumenta conforme o hábito se torna mais frequente e prolongado.
O estudo também destaca que alguns grupos são mais vulneráveis aos efeitos nocivos do álcool, mesmo quando consomem quantidades semelhantes às de outras pessoas. Idosos, pessoas com obesidade ou diabetes e indivíduos em situação socioeconômica mais desfavorável tendem a apresentar consequências mais severas relacionadas ao consumo de álcool e ao desenvolvimento de câncer.
Outro ponto de atenção é a interação do álcool com outros fatores de risco, como tabagismo, alimentação inadequada e sedentarismo. Quando combinados, esses hábitos podem potencializar ainda mais a probabilidade de surgimento de tumores.
Embora a maioria dos estudos analisados seja de caráter observacional — o que impede a confirmação de uma relação causal direta —, os pesquisadores afirmam que o conjunto de evidências é consistente e reforça a importância de políticas de saúde pública, além da conscientização da população sobre os riscos associados ao consumo de bebidas alcoólicas.
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