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O calendário pode ainda estar em 2025, mas Brasília já está com a cabeça em 2026. Nos bastidores, Gilberto Kassab tem trabalhado para articular o nome de Romeu Zema como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. | ||
A conversa teria avançado após um encontro em São Paulo. O pacote inclui ainda apoio à candidatura de Matheus Simões ao governo de Minas, o que pode enfraquecer Cleitinho, hoje o nome mais alinhado a Bolsonaro no estado. | ||
Mas a jogada de mestre está aqui. Com esse arranjo, Kassab atua em três frentes ao mesmo tempo. | ||
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Na prática, o político tenta se fazer presente em todos os cenários possíveis do jogo eleitoral de 2026, minando suas chances de sair derrotado — e, consequentemente, enfraquecido. | ||
Por que isso importa? Primeiro porque Kassab é um dos maiores negociadores da política brasileira. Pense nele como uma meio-campista do seu time: ele dita o ritmo e, por vezes, o resultado do jogo. | ||
Além disso, o movimento pode indicar que o Centrão não está tão confiante como antes na desistência de Flávio ao Planalto. | ||
E como fica Flávio nessa história? | ||
Bom, ter Zema como vice pode ser um ótimo acordo. Com uma aprovação de 62%, o governador garantiria para o filho de Bolsonaro um palanque forte em Minas, o 2° maior colégio eleitoral do país. | ||
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No fim, enquanto você está preocupado com os planos do final de ano e os objetivos de 2026, nossos políticos parecem só pensar no que vai rolar em outubro do ano que vem. |
