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A relação entre o Judiciário e o mercado financeiro entrou no centro do debate político em Brasília. Tudo por conta de uma reportagem publicada no início desta semana pela jornalista Malu Gaspar, do O Globo. | ||
A matéria afirma que Alexandre de Moraes procurou Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, ao menos 4x para tratar da venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). | ||
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Moraes teria dito que o Master estaria sendo “combatido” por incomodar bancos maiores. O pedido, na prática, seria para acelerar a aprovação do negócio. | ||
A conversa mudou de tom quando Galípolo informou que técnicos do BC haviam identificado fraudes de R$ 12 bi em repasses do Master ao BRB. Diante disso, o ministro teria recuado. Pouco tempo depois, o Banco Central decidiu pela liquidação do Master. | ||
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Após a repercussão, Moraes e Galípolo confirmaram que se reuniram, mas afirmaram que o tema tratado foi apenas a Lei Magnitsky imposta ao ministro do STF. A nota, porém, não negou os contatos sobre o caso Master. | ||
“Tá, e por que isso importa?” | ||
O tema reacende a discussão sobre qual o limite de atuação do Poder Judiciário. Será que é da alçada de um ministro atuar a favor de uma empresa, seja pelo motivo que for? Essa é a pergunta que muitos estão se fazendo agora. | ||
Além disso, o tema ganha mais relevância pela proximidade da família Moraes com o banco. Há algumas semanas, foi revelado o contrato de R$ 129 milhões que a esposa de Moraes tinha com o Master. | ||
No Congresso, parlamentares de oposição já aproveitam a polêmica para aumentar a pressão por um impeachment de Moraes no STF, enquanto senadores independentes pedem investigação. Essa história ainda vai dar muito o que falar… |
