Os telefonemas que estão agitando Brasília neste fim de ano

 


(Imagem: Pedro Ladeira | Folhapress)

A relação entre o Judiciário e o mercado financeiro entrou no centro do debate político em Brasília. Tudo por conta de uma reportagem publicada no início desta semana pela jornalista Malu Gaspar, do O Globo.

A matéria afirma que Alexandre de Moraes procurou Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, ao menos 4x para tratar da venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

  • Segundo os relatos, foram pelo menos três ligações telefônicas e uma reunião presencial, em julho, quando a operação — avaliada em cerca de R$ 2 bilhões — ainda dependia do aval do BC.

Moraes teria dito que o Master estaria sendo “combatido” por incomodar bancos maiores. O pedido, na prática, seria para acelerar a aprovação do negócio.

A conversa mudou de tom quando Galípolo informou que técnicos do BC haviam identificado fraudes de R$ 12 bi em repasses do Master ao BRB. Diante disso, o ministro teria recuado. Pouco tempo depois, o Banco Central decidiu pela liquidação do Master.

Após a repercussão, Moraes e Galípolo confirmaram que se reuniram, mas afirmaram que o tema tratado foi apenas a Lei Magnitsky imposta ao ministro do STFA nota, porém, não negou os contatos sobre o caso Master.

“Tá, e por que isso importa?”

O tema reacende a discussão sobre qual o limite de atuação do Poder JudiciárioSerá que é da alçada de um ministro atuar a favor de uma empresa, seja pelo motivo que for? Essa é a pergunta que muitos estão se fazendo agora.

Além disso, o tema ganha mais relevância pela proximidade da família Moraes com o banco. Há algumas semanas, foi revelado o contrato de R$ 129 milhões que a esposa de Moraes tinha com o Master.

No Congresso, parlamentares de oposição já aproveitam a polêmica para aumentar a pressão por um impeachment de Moraes no STF, enquanto senadores independentes pedem investigação. Essa história ainda vai dar muito o que falar…

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