O Parlamento Europeu aprovou, na terça-feira (16 de dezembro de 2025), medidas mais severas de proteção agrícola no âmbito do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. As novas regras foram aprovadas por 431 votos a favor, 161 contra e 70 abstenções, com o objetivo de atender parte das preocupações de setores europeus, especialmente dos agricultores. europarl.europa.eu+1
As medidas incluem salvaguardas para produtos sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar, permitindo que a UE suspenda temporariamente tarifas preferenciais caso as importações aumentem ou causem desestabilização do mercado interno. Os eurodeputados também aprovaram critérios mais rígidos para acionar essas proteções, reduzindo o limiar de investigação de 10% para 5% de aumento nas importações em média ao longo de três anos, além de barreiras relacionadas a normas ambientais, sanitárias e de bem-estar animal. europarl.europa.eu+1
Além disso, a proposta estabelece prazos mais curtos para que a Comissão Europeia conduza investigações e introduza medidas de proteção — um esforço para oferecer respostas mais rápidas aos impactos do acordo. europarl.europa.eu
Embora a aprovação no Parlamento seja um avanço técnico importante, o tratado ainda enfrenta resistência de alguns Estados-membros da UE, principalmente da França, que já pediu o adiamento da votação final e considera as salvaguardas insuficientes para proteger seus agricultores. Países como Itália também expressaram cautela diante do pacto. A assinatura definitiva do acordo, inicialmente prevista para uma cúpula em Foz do Iguaçu neste sábado, ainda depende do apoio formal dos governos da União Europeia. InfoMoney+1
Se ratificado, o acordo — negociado por décadas — será o maior pacto comercial da história da UE, promovendo maior integração entre os mercados europeu e sul-americanos e eliminando grande parte das tarifas sobre bens e serviços entre os dois blocos. Wikipédia