Vento chega a 131 km/deixa milhões sem luz no Sul e Sudeste do Brasil




Um ciclone provocou ventos extremos que passaram dos 100 km/h em diversas regiões do Sul e do Sudeste do Brasil nesta quarta-feira (10), causando estragos, queda de energia em larga escala e transtornos em aeroportos, vias urbanas e serviços públicos. As rajadas mais intensas chegam a
131 km/h , segundos dados de estações meteorológicas da região Sul.

Em São Paulo, a estação oficial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na zona Norte da capital, registrou rajada de 83 km/h , enquanto os aeroportos da Grande São Paulo anotaram valores ainda mais expressivos: 96 km/h em Congonhas , 80 km/h no Campo de Marte e 78 km/h em Guarulhos . No litoral paulista, as rajadas ficaram entre 90 km/he 100 km/h .

Mais de 2 milhões de imóveis sem energia

A tempestade provocou um apagão em grande escala. Segundo balanço da Enel , mais de 2 milhões de imóveis ficaram sem energia somente na Grande São Paulo. Na capital, foram cerca de 1,3 milhão de unidades no escuro , o que representa mais de 5 milhões de pessoas afetadas .

Além da falta de energia, os ventos derrubaram mais de 500 árvores , bloqueando vias importantes, como a Avenida Paulista e a Avenida República do Líbano . O Hospital São Paulo , na Vila Clementino, chegou a ficar sem energia. A Prefeitura informou que, apenas na capital, houve quase 60 ocorrências simultâneas de quedas de árvores .

Voos cancelados e transporte afetados

A ventania também impactou o transporte aéreo e ferroviário. Dezenas de voos foram cancelados nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos . Na Linha 10 – Turquesa da CPTM , houve aumento nos intervalos devido a danos na rede aérea.

Por questões de segurança, parques municipais e estaduais — como o Ibirapuera , Eucaliptos e outras dez áreas verdes — foram fechados preventivamente.

No Rio de Janeiro, rajadas passaram de 100 km/h

O estado do Rio de Janeiro também sentiu os impactos da ventania antes da chegada do sistema ao Sudeste. As rajadas alcançaram 105 km/h no Pico do Couto , na região serrana; 94 km/h em Arraial do Cabo , na Região dos Lagos; e 73 km/h na estação da Marambaia , na capital fluminense.

Risco segue nas próximas horas

Os meteorologistas alertam que o ciclone ainda pode provocar rajadas fortes e novas quedas de energia nas próximas horas, especialmente nas áreas mais expostas e em regiões com solo encharcado, onde as árvores podem cair com mais facilidade.

A Defesa Civil orienta a população a evitar áreas com quedas de árvores, manter distância de fiações românticas e procurar abrigo em locais seguros durante rajadas intensas.

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