A Polícia Civil prendeu em flagrante, na segunda-feira (19), a gerente de um mercado localizado em Arroio do Sal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, durante uma operação que resultou na apreensão de mais de duas toneladas de alimentos impróprios para o consumo humano. A ação ocorreu no âmbito do Programa Segurança dos Alimentos e apura crime contra as relações de consumo.
A fiscalização foi realizada pela Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor, Saúde Pública e da Propriedade Intelectual (Decon), com apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do GAECO, além da Vigilância Sanitária Municipal, Secretaria Estadual da Saúde, Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram).
Durante a inspeção, os agentes encontraram uma série de irregularidades consideradas graves e que representavam risco direto à saúde da população. Entre os problemas identificados estavam a venda de alimentos armazenados fora da temperatura adequada, produtos com presença de mofo, carnes mal acondicionadas em câmaras frias e o armazenamento de alimentos junto a materiais de limpeza.
A fiscalização também constatou condições sanitárias inadequadas no estabelecimento, como presença de insetos na padaria, falhas no controle de pragas, falta de higiene geral, ausência de caixas apropriadas para produtos refrigerados e irregularidades na área de fatiamento de frios, que não possuía equipamentos básicos, como ar-condicionado. Além disso, foi identificado o lançamento de esgoto em via pública, caracterizando infração sanitária e ambiental.
Ao todo, mais de duas toneladas de alimentos — incluindo carnes bovinas, embutidos e produtos congelados — foram apreendidas e inutilizadas pelas equipes.
A delegada Milena Simioli, titular da Decon, destacou que a operação teve como principal objetivo a proteção da saúde pública e a defesa dos direitos do consumidor. Segundo ela, práticas desse tipo colocam a população em risco e reforçam a necessidade de ações integradas entre os órgãos de fiscalização, garantindo o compromisso do Estado com a vida e a dignidade dos cidadãos.
