Injeção letal em UTI: o que se sabe sobre as mortes dos pacientes no DF

 


Polícia investiga mortes de pacientes em UTI e prende técnicos de enfermagem no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal apura a morte de pelo menos três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. O caso veio à tona após a prisão de três técnicos de enfermagem suspeitos de provocar intencionalmente os óbitos por meio da aplicação de substâncias em doses letais.

As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido entre novembro e dezembro do ano passado. Segundo a polícia, as vítimas apresentavam quadros clínicos distintos, mas sofreram piora repentina e sucessivas paradas cardíacas, o que levantou suspeitas dentro da própria unidade hospitalar.

De acordo com o inquérito, um dos investigados teria utilizado acesso indevido ao sistema interno do hospital para registrar prescrições médicas e retirar medicamentos da farmácia. Em seguida, ele aplicava as substâncias diretamente nos pacientes. As outras duas suspeitas, conforme a apuração, atuavam para impedir a entrada de outros profissionais durante as aplicações.

Para tentar disfarçar as ações, o principal suspeito ainda realizava manobras de reanimação quando surgiam outros funcionários, simulando tentativas de salvar as vítimas. O comportamento chamou a atenção da equipe médica e da direção do hospital, que acionaram as autoridades.

As prisões ocorreram no âmbito da Operação Anúbis. Os três técnicos foram afastados das funções e demitidos por justa causa. Eles devem responder por homicídio qualificado, enquanto a polícia segue investigando se há outras mortes relacionadas ao mesmo esquema.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal informou que acompanha o caso e poderá adotar medidas administrativas e éticas contra os profissionais envolvidos. A investigação segue em andamento.

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