Quatro nuvens funil são registradas no Paraná em menos de dez dias


O Paraná registrou quatro ocorrências de nuvem funil em um intervalo de apenas nove dias, conforme monitoramento do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Os fenômenos foram observados em diferentes regiões do Estado ao longo do mês de janeiro de 2026.

A nuvem funil recebe esse nome por apresentar formato semelhante a um funil que se estende a partir da base de nuvens do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Ela se forma a partir de uma coluna de ar em rotação e é considerada o estágio inicial da formação de um tornado. No entanto, só passa a ser classificada como tornado caso atinja o solo e provoque ventos intensos.

O primeiro registro do ano ocorreu no dia 9 de janeiro, por volta das 13h, no município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Dois dias depois, em 11 de janeiro, uma nova nuvem funil foi observada durante a tarde em Paulo Frontin, na região Sul do Estado, próximo à divisa com Santa Catarina.

O terceiro caso foi registrado no dia 15 de janeiro, por volta das 16h, em São Jorge do Ivaí, município localizado nas proximidades de Maringá, no Noroeste paranaense. O episódio mais recente aconteceu na tarde do último sábado (17), em Arapongas, no Norte do Paraná.

Segundo o Simepar, apesar do aspecto impressionante, as nuvens funil não causaram danos, já que nenhuma delas chegou a tocar o solo. O órgão reforça a importância do monitoramento constante das condições atmosféricas e orienta a população a acompanhar os alertas meteorológicos, especialmente em períodos de instabilidade climática.

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