Técnica presa por mortes no Hospital Anchieta atuou por oito dias no Hospital da Criança de Brasília durante a pandemia


Presa por suspeita de participação em três homicídios de pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, também atuou no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) por um curto período em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Em nota oficial, o HCB confirmou que Amanda integrou o quadro de funcionários da unidade por apenas oito dias. “O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) confirma que a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa compôs o quadro de funcionários da unidade em 2020, trabalhando no HCB pelo período de oito dias”, informou o hospital.

A convocação ocorreu em 20 de março de 2020, quando o Distrito Federal vivia estado de emergência em razão do avanço do coronavírus. O chamamento foi direcionado a técnicos de enfermagem que haviam participado de processo seletivo emergencial. Amanda foi aprovada na fase de análise curricular e ficou classificada na 13ª colocação, em um total de 278 candidatos classificados.

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar é uma instituição pública integrante da rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e realiza atendimentos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é referência nacional no tratamento pediátrico de câncer e de doenças raras, sendo gerida pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe).

Nas redes sociais, Amanda Rodrigues de Sousa se apresentava como “mãe e cristã”. Ela também afirmava atuar como intensivista e instrumentadora cirúrgica, especializações técnicas voltadas ao trabalho em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram a atuação da técnica de enfermagem e sua possível participação nas mortes registradas no Hospital Anchieta.

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