Um acidente aéreo registrado no último sábado (18) em Minga Guazú, nas proximidades de Cidade do Leste, no Paraguai, terminou com uma cena incomum: parte da carga milionária transportada pela aeronave desapareceu após moradores se aproximarem do local e recolherem dinheiro espalhado.
O avião de pequeno porte, fretado pela empresa de transporte de valores Prosegur, levava cerca de US$ 5 milhões e R$ 15 milhões. Com o impacto da queda e o incêndio que se seguiu, parte das cédulas ficou exposta, o que atraiu pessoas da região antes da chegada das equipes de segurança.
De acordo com as autoridades, há o registro formal do desaparecimento de aproximadamente US$ 1,5 milhão, além de valores em reais. A investigação está sob responsabilidade do Comando Tripartite, que atua na região de fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.
O chefe do órgão, Carlos Duré, relatou que houve um intervalo de cerca de 15 minutos sem controle no local do acidente. Nesse período, dezenas de pessoas se aproximaram e começaram a recolher o dinheiro. Inicialmente, as retiradas foram discretas, mas rapidamente evoluíram para ações mais amplas, com o uso de sacolas para transportar as quantias.
A aeronave tinha quatro ocupantes. O piloto não resistiu aos ferimentos e morreu no local, enquanto os outros três tripulantes sobreviveram e foram encaminhados para atendimento médico.
As autoridades destacam que ainda é difícil calcular com precisão o montante total perdido, já que parte do dinheiro pode ter sido destruída pelo fogo após a queda.
Contexto e desafios na investigação
Casos envolvendo transporte de grandes quantias em dinheiro vivo exigem protocolos rigorosos de segurança e rastreamento. Quando ocorre um acidente, como neste caso, o controle da carga se torna ainda mais complexo, especialmente em áreas próximas a centros urbanos ou regiões de fronteira.
Além do trabalho de apuração do acidente aéreo, a polícia agora enfrenta o desafio de identificar os responsáveis pelo saque e tentar recuperar os valores desviados — uma tarefa considerada difícil diante da ausência de registros individuais e da rápida dispersão das pessoas envolvidas.
Com informaçoes: G1
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