Detergente não é bebida: especialistas alertam para riscos graves à saúde após polêmica com produtos Ypê

 


Uma tendência perigosa nas redes sociais tem preocupado médicos e autoridades de saúde em todo o Brasil. Após a repercussão envolvendo produtos da marca Ypê, vídeos de pessoas simulando ou até ingerindo detergente começaram a circular na internet, levantando um importante alerta: consumir produtos de limpeza pode provocar sérios danos ao organismo.

Especialistas reforçam que detergentes não são feitos para consumo humano e contêm substâncias químicas capazes de causar intoxicações severas, queimaduras internas e complicações respiratórias. Mesmo pequenas quantidades podem representar perigo, principalmente quando o produto entra em contato com a boca, garganta e estômago. 

O assunto ganhou força após decisões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre determinados lotes de produtos da fabricante. A situação acabou se transformando em tema de debates e memes nas redes sociais, levando algumas pessoas a realizarem desafios perigosos envolvendo detergente. 

Médicos explicam que os componentes presentes nos detergentes podem causar queimaduras químicas no sistema digestivo, além de náuseas, vômitos, diarreia e irritações intensas. Em casos mais graves, existe o risco de intoxicação sistêmica, comprometimento do fígado e dos rins e até pneumonia química, quando o líquido alcança os pulmões. 

Outro ponto citado por especialistas é o risco microbiológico identificado em alguns produtos recolhidos pela vigilância sanitária. Investigações apontaram possível contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, microorganismo que pode provocar infecções principalmente em pessoas com imunidade baixa. 

Em situações de ingestão acidental, a recomendação é não provocar vômito, já que isso pode agravar lesões internas e aumentar o risco de aspiração pulmonar. A orientação é enxaguar a boca com água e procurar atendimento médico imediatamente, levando a embalagem do produto para facilitar a identificação da substância ingerida. 

Profissionais da saúde também alertam que conteúdos publicados na internet incentivando esse tipo de prática podem estimular comportamentos perigosos, especialmente entre adolescentes e jovens em busca de engajamento nas redes sociais. 

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