Operação mira esquema de roubo de Hilux e tráfico no Norte gaúcho e termina com 13 preso

 


Uma grande ofensiva da Polícia Civil atingiu uma organização criminosa suspeita de atuar no roubo de caminhonetes de luxo, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas no Norte do Rio Grande do Sul. A ação, batizada de Operação Alcateia, foi realizada nesta segunda-feira (11) e resultou em 13 prisões.

Coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Passo Fundo, a operação mobilizou 64 policiais civis e 23 viaturas, além do apoio aéreo da corporação e equipes de Santa Catarina.

Segundo as investigações, o grupo tinha uma estrutura considerada altamente organizada, com funções divididas entre os integrantes. Enquanto uma parte atuava diretamente no furto e adulteração de caminhonetes Toyota Hilux, outro núcleo era responsável pela logística, transporte dos veículos e movimentação financeira ligada ao tráfico.

Ao longo da operação, os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em Passo Fundo e Balneário Camboriú (SC). Também foram apreendidos entorpecentes, armas de fogo, munições, veículos, placas clonadas e equipamentos tecnológicos usados nos furtos.

Do total de prisões, 10 foram preventivas e três ocorreram em flagrante.

As apurações ainda revelaram que o líder da quadrilha seguia comandando as atividades criminosas mesmo preso na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro. De acordo com a Polícia Civil, ele mantinha contato com os comparsas e coordenava ações ligadas ao tráfico e aos roubos de veículos a partir do presídio. Uma nova ordem de prisão preventiva foi expedida contra o suspeito.

A polícia acredita que o grupo vinha expandindo suas atividades para outros estados, principalmente Santa Catarina, onde parte dos investigados tentava ocultar patrimônio e fortalecer a rede criminosa.

O modelo Toyota Hilux costuma ser alvo frequente de quadrilhas especializadas devido ao alto valor de mercado e à facilidade de revenda ilegal de peças e veículos adulterados. Em muitos casos, caminhonetes furtadas acabam sendo levadas para outros estados ou até para países vizinhos.

A Operação Alcateia contou ainda com apoio de delegacias regionais da 6ª DPRI, além de equipes de Carazinho, Soledade e da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú.

Com informaçoes de Radio Planalto

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