Flávio Bolsonaro reage após produtora de filme sobre Jair Bolsonaro entrar na mira de investigação
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação policial envolvendo a produtora responsável pelo filme Dark Horse, baseado na trajetória de Jair Bolsonaro, não possui relação direta com a obra cinematográfica. A declaração foi dada durante um evento realizado no Rio de Janeiro.
A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo faz parte da chamada Operação Wi-Fi Livre SP, que apura suspeitas de irregularidades em um contrato de aproximadamente R$ 108 milhões firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da capital paulista e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). Segundo os investigadores, há indícios de fraude na licitação, pagamentos por serviços que não teriam sido executados e possíveis sobrepreços nos contratos.
O caso ganhou repercussão porque a empresária Karina Ferreira da Gama, presidente do ICB, também aparece como sócia da Go Up Entertainment, empresa ligada à produção de Dark Horse. Além disso, as duas organizações operariam no mesmo endereço em São Paulo, fato que passou a chamar a atenção das autoridades durante as apurações.
Apesar das suspeitas, Flávio Bolsonaro negou qualquer vínculo entre a investigação e o longa-metragem sobre seu pai. Ao ser questionado por jornalistas, o senador declarou de forma direta que a operação “não tem nada a ver com o filme”.
Nos últimos meses, o projeto cinematográfico já havia sido alvo de questionamentos após reportagens apontarem negociações de recursos para financiar a produção. Flávio Bolsonaro afirmou anteriormente que solicitou prestação de contas aos responsáveis pelo filme e sustentou que os investimentos destinados ao projeto teriam origem privada, sem utilização de recursos públicos.
Enquanto as investigações seguem em andamento, a Polícia Civil busca esclarecer se houve desvio de verbas públicas relacionadas ao programa de internet gratuita e se existe alguma conexão financeira entre os contratos investigados e empresas ligadas à produção do filme. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre as suspeitas apuradas pelas autoridades. (Folha de S.Paulo)
