Preço do suíno despenca e atinge menor nível em 14 anos no Brasil
O mercado brasileiro de suínos registrou mais uma queda em maio, levando o preço do animal vivo ao menor patamar dos últimos 14 anos. O recuo foi impulsionado pela redução do consumo interno e pela desaceleração das exportações, cenário que pressionou toda a cadeia produtiva.
Levantamento do Cepea mostra que as cotações do suíno vivo e da carne suína caíram pelo terceiro mês consecutivo. Na região de referência SP-5, a média registrada em maio foi a mais baixa desde julho de 2012, considerando os valores corrigidos pela inflação.
Durante o período que antecedeu o Dia das Mães, houve uma recuperação momentânea na procura pela carne suína, movimento comum em datas comemorativas. No entanto, o fôlego durou pouco e a demanda voltou a enfraquecer nas semanas seguintes, resultando em novas reduções de preços.
O comércio exterior também apresentou sinais de retração. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que a média diária dos embarques de carne suína nos primeiros 15 dias úteis de maio ficou 15% abaixo da observada em abril, diminuindo uma importante alternativa para absorver a produção nacional.
Mesmo diante da queda nas exportações, frigoríficos e produtores continuam apostando no mercado internacional para aliviar o excesso de oferta. A estratégia busca ampliar as vendas fora do país e criar condições para uma possível recuperação das cotações domésticas.
A baixa nos preços afeta diretamente produtores e empresas do setor, especialmente em estados com forte presença da suinocultura. Ao mesmo tempo, consumidores podem encontrar cortes de carne suína mais acessíveis nos próximos meses, refletindo o movimento observado no mercado atacadista, que também registrou recuo nos valores.
Com informaçoes Folha Agricola/ CEPEA
