Quaest mostra impacto do tarifaço de Trump e aponta melhora na avaliação de Lula

 


A primeira pesquisa Genial/Quaest realizada após o anúncio das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indica mudanças na percepção dos brasileiros sobre o governo federal e o embate político envolvendo o tema. O levantamento revela que a maioria da população desaprova a decisão americana de taxar produtos brasileiros e apoia uma resposta do governo brasileiro. 

Segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados consideram equivocada a decisão de Trump de aplicar tarifas ao Brasil em meio às discussões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Apenas uma parcela menor dos participantes afirmou concordar com a medida adotada pelo governo norte-americano. 

O estudo também mostra que 53% dos brasileiros aprovam a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao defender medidas de reciprocidade em resposta às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. Outros 39% discordam dessa estratégia. 

Quando questionados sobre qual lado está agindo de forma mais correta no confronto político gerado pelo tarifaço, 44% apontaram Lula e seus aliados. Já 29% disseram apoiar a posição de Bolsonaro e seus apoiadores. Outros entrevistados afirmaram não concordar com nenhum dos lados ou não souberam responder.

Além das questões relacionadas ao conflito diplomático, a pesquisa registrou uma leve melhora na avaliação do governo federal. A aprovação da gestão Lula apresentou crescimento, enquanto os índices de reprovação recuaram em comparação ao levantamento anterior. A pesquisa também identificou uma percepção um pouco mais positiva da economia entre os entrevistados. 

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 14 de julho, ouvindo 2.004 pessoas em 120 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

Especialistas avaliam que o episódio envolvendo as tarifas americanas acabou fortalecendo o discurso de defesa dos interesses nacionais adotado pelo governo brasileiro, refletindo nos números observados pela pesquisa. (InfoMoney)

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