Motoboy de Passo Fundo enfrenta nova negativa do INSS mesmo após segunda cirurgia na perna
| Foto Arquivo Pessoa |
Um motoboy de 47 anos, morador do bairro Dona Júlia, em Passo Fundo, voltou a ter o pedido de benefício por incapacidade recusado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apesar de ter passado recentemente por uma nova cirurgia na perna e apresentar laudos médicos atualizados.
A decisão mais recente foi emitida nesta segunda-feira (6). Segundo o resultado da perícia médica, não foi identificada incapacidade para o exercício da atividade profissional, motivo pelo qual o auxílio foi novamente negado.
Cristiano de Oliveira convive com as consequências de um grave acidente de motocicleta ocorrido em 2024. Na ocasião, ele sofreu uma fratura na perna que exigiu cirurgia. Como a recuperação não ocorreu conforme o esperado e o osso não consolidou, foi necessário realizar um novo procedimento cirúrgico no dia 1º de junho deste ano para implantar uma haste interna.
Após a reoperação, Cristiano apresentou um novo pedido ao INSS em 24 de junho, anexando exames, laudos médicos e documentos que comprovam a cirurgia, incluindo o fato de ainda estar com cerca de 30 pontos na perna. Mesmo assim, o parecer da perícia manteve o entendimento de que ele estaria apto para retornar ao trabalho.
Sem conseguir exercer a profissão de motoboy, ele afirma que a situação financeira da família se agravou. Antes do acidente, era o principal responsável pelo sustento da casa. Atualmente, relata depender da renda da esposa e da aposentadoria da mãe, de 80 anos.
"Eu era motoboy. Sou pai, tenho minha mãe de 80 anos e minha esposa. Estou vivendo hoje nas costas da minha mulher e da aposentadoria da minha mãe", desabafou.
De acordo com o comunicado oficial do INSS, Cristiano ainda pode contestar a decisão por meio de recurso administrativo, que deve ser protocolado no prazo de até 30 dias.
Como funciona a concessão do benefício
Para receber o auxílio por incapacidade temporária, o segurado precisa demonstrar, por meio da perícia médica do INSS, que a condição de saúde realmente impede o exercício de sua atividade profissional. Caso o benefício seja negado, é possível recorrer administrativamente ou buscar a revisão da decisão na Justiça, especialmente quando há novos documentos médicos ou agravamento do quadro clínico.
A reportagem procurou a Gerência Executiva do INSS para esclarecer quais critérios técnicos embasaram a negativa do benefício, considerando o histórico de reoperação e as exigências físicas da profissão de motoboy. Até o momento, não houve manifestação oficial da autarquia, que permanece com espaço aberto para apresentar sua versão
Com informaçoes Grupo Planalto de Comunicação