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| Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil |
Os clientes do Banco Master que têm recursos retidos após a liquidação da instituição financeira só devem começar a receber os valores garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a partir de 2026. O montante estimado chega a R$ 41 bilhões, considerado o maior valor já previsto para pagamento pelo fundo.
O atraso ocorre porque a lista oficial de credores, documento indispensável para o início dos ressarcimentos, ainda não foi concluída e enviada pelo liquidante responsável pelo processo. Sem essa relação formal, o FGC não pode liberar os pagamentos aos clientes.
De acordo com estimativas, cerca de 1,6 milhão de pessoas físicas e jurídicas têm valores a receber, referentes a depósitos e investimentos que contam com a proteção do fundo. Pelas regras atuais, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o total por instituição financeira.
Mesmo após o envio da lista de credores, o FGC informou que necessita de ao menos dois dias úteis para iniciar os pagamentos. Como o processo ainda não avançou o suficiente, a expectativa é que não haja tempo hábil para liberação dos recursos ainda em 2025.
Quando o sistema for liberado, os clientes deverão solicitar o ressarcimento diretamente pelo site ou aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos, seguindo as orientações que serão divulgadas oficialmente.
A liquidação do Banco Master está sob responsabilidade da empresa EFB Regimes Especiais de Empresas, nomeada pelo Banco Central do Brasil, que acompanha o andamento do processo e a organização das informações dos credores.
Enquanto isso, milhares de clientes seguem aguardando a definição do cronograma para ter acesso aos valores protegidos pelo FGC.
