O comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), unidade conhecida como Papudinha, solicitou que os policiais lotados no local não sejam, por enquanto, designados para atividades extras. A decisão ocorre em razão da custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso no batalhão desde o dia 15 de janeiro.
Antes da transferência, Bolsonaro cumpria a pena referente à condenação por tentativa de golpe de Estado na Superintendência da Polícia Federal. Em documento encaminhado ao Departamento Operacional da PMDF, o tenente-coronel Allenson Nascimento explicou que a presença de um ex-chefe de Estado impõe mudanças significativas na rotina da unidade.
Segundo o comandante, a custódia de Bolsonaro e de outros detentos exige a adoção de protocolos de segurança mais rigorosos, com controle reforçado de acesso e emprego estratégico do efetivo, devido à alta sensibilidade institucional do caso. Ele destacou ainda que a nova realidade demanda planejamento diferenciado, vigilância permanente, intensificação dos procedimentos de custódia e manutenção constante do estado de prontidão dos policiais.
O documento também alerta para o possível aumento no fluxo de pessoas nas dependências e no entorno do batalhão, o que requer triagem mais criteriosa de visitantes, controle rígido de acessos e monitoramento contínuo do perímetro. Além disso, há a preocupação com a possibilidade de manifestações e aglomerações de grupos com posições opostas nas proximidades da unidade.
De acordo com o comandante, esse cenário exige capacidade imediata de resposta, atuação preventiva do policiamento ostensivo e rápida mobilização de recursos humanos e materiais. Diante disso, ele solicitou que, neste momento, o efetivo do 19º BPM não seja empregado em eventos ou escalas de serviços extras destinados ao Comando de Policiamento Especializado (CPEsp), até que o quadro operacional seja reavaliado.
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