Crise no setor leiteiro se agrava e produtores brasileiros acumulam prejuízos


O setor leiteiro brasileiro enfrenta uma das maiores crises dos últimos anos, colocando em risco a permanência de milhares de produtores na atividade. A combinação de importações recordes, altos custos de produção e preços baixos pagos ao produtor tem provocado prejuízos constantes no campo.

Dados do setor indicam que o mercado nacional vem sendo inundado por leite e derivados importados, principalmente de países do Mercosul, com preços mais baixos do que os praticados internamente. Enquanto isso, o custo de produção no Brasil é considerado o mais elevado da região, pressionado por gastos com ração, energia elétrica, combustíveis, mão de obra e insumos.

Atualmente, o valor pago ao produtor brasileiro varia, em média, entre R$ 1,70 e R$ 2,10 por litro, quantia que, em muitos casos, não cobre os custos da atividade. Com isso, produtores são obrigados a trabalhar no prejuízo, comprometendo a renda familiar e a sustentabilidade das propriedades, especialmente as de pequeno e médio porte.

O cenário tem levado ao desânimo e ao abandono da produção de leite em diversas regiões do país. Entidades do setor alertam que, sem medidas de controle das importações, políticas públicas voltadas à redução dos custos e mecanismos de proteção ao produtor nacional, a cadeia produtiva do leite pode sofrer perdas ainda maiores.

Além do impacto econômico, a crise ameaça empregos no meio rural, a renda das pequenas propriedades e a própria segurança alimentar do Brasil. Representantes do setor reforçam que defender o produtor de leite é essencial para garantir o abastecimento interno e a continuidade da produção nacional.

Especialistas destacam que, sem o produtor no campo, não há leite na mesa do consumidor, tornando urgente a adoção de ações que assegurem condições justas e sustentáveis para quem vive da atividade leiteira.

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