O feijão segue como um dos pilares da alimentação do brasileiro, e o
Paraná reafirmou sua relevância no setor ao confirmar, em 2025, a posição de maior produtor do grão no país. Favorecido por condições climáticas adequadas e por uma estrutura agrícola moderna, o estado alcançou elevados índices de produtividade, com mais quilos colhidos por hectare e grãos de alta qualidade.
Na soma das duas safras do ano, a produção paranaense chegou a quase 865 mil toneladas, o equivalente a cerca de 25% de todo o feijão produzido no Brasil. Desse total, 338 mil toneladas foram colhidas na primeira safra e 526,6 mil toneladas na segunda, estabelecendo um novo recorde estadual.
Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, os resultados refletem um modelo produtivo já consolidado. Segundo ele, os números são consequência de investimentos contínuos em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente. “O Paraná é referência em sustentabilidade e produtividade, produzindo mais por metro quadrado, e isso fica evidente também na cadeia do feijão”, destacou.
Além do volume colhido, o estado também se sobressai no desenvolvimento de cultivares. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio do sistema Sigef/Mapa, apontam que, nas safras 2024/25 e 2025/25, foram implantados 17.822 hectares de campos destinados à produção de sementes de feijão do grupo comercial carioca e 14.337 hectares do grupo preto em todo o país — com forte participação do Paraná nesse processo.
Com produtividade elevada, foco em inovação e protagonismo no melhoramento genético, o Paraná mantém-se como referência nacional na cultura do feijão, fortalecendo a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro.