Pesquisa Quaest aponta empate técnico na avaliação do governo Lula em 2026


A primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14), indica empate técnico na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o levantamento, 49% dos eleitores desaprovam a gestão federal, enquanto 47% aprovam, diferença que está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Os números repetem praticamente o cenário observado em dezembro, quando a desaprovação também era de 49% e a aprovação, de 48%. Desde outubro, as pesquisas têm mostrado equilíbrio entre os dois índices.

Na série histórica, o maior afastamento entre aprovação e desaprovação foi registrado em maio de 2025, quando 57% desaprovavam e 40% aprovavam o governo. Já em dezembro de 2024, a avaliação positiva era superior, com 52% de aprovação contra 47% de desaprovação.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado pelo instituto Quaest. Ao todo, 2.004 pessoas com 16 anos ou mais foram entrevistadas entre os dias 8 e 11 de janeiro, com nível de confiança de 95%.

Avaliação geral do governo

Quando questionados sobre a avaliação da gestão federal:

  • 32% consideram o governo positivo

  • 39% avaliam como negativo

  • 27% classificam como regular

  • 2% não souberam ou não responderam

Continuidade de Lula na Presidência

A pesquisa também investigou a opinião sobre a permanência do presidente no cargo por mais quatro anos:

  • 40% acreditam que Lula merece continuar

  • 56% avaliam que não

  • 4% não opinaram

Percepção sobre a economia

Em relação à situação econômica dos últimos 12 meses:

  • 43% afirmaram que piorou

  • 29% disseram que permaneceu igual

  • 24% avaliaram que melhorou

Para os próximos 12 meses, a expectativa é mais otimista:

  • 48% acreditam que a economia vai melhorar

  • 28% acham que vai piorar

  • 21% esperam que fique igual

Mercado de trabalho

Sobre a facilidade para conseguir emprego em comparação com um ano atrás:

  • 49% afirmaram que está mais difícil

  • 43% disseram que está mais fácil

  • 3% avaliam que ficou igual

  • 5% não responderam

Os dados mostram um cenário de divisão entre os eleitores, com percepção ainda negativa sobre o momento atual da economia e do emprego, mas com expectativa mais positiva para os próximos meses.

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