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| Fonte Clube do ouvinte |
A madrugada desta quarta-feira (11) foi marcada por novos episódios de violência na Terra Indígena Ventarra, localizada no município de Erebango. Por volta das 3h, moradores relataram disparos de arma de fogo dentro da aldeia, intensificando o clima de insegurança que já preocupa a comunidade.
Conforme testemunhas, os tiros ocorreram em um momento em que não havia presença ostensiva da Força Nacional de Segurança, que atua na região para tentar conter os conflitos internos. O episódio reacendeu o temor entre as famílias, que afirmam viver sob constante tensão.
Relatos de medo e desamparo
Em entrevista ao Clube do Ouvinte, um integrante da comunidade — que preferiu não se identificar por questões de segurança — descreveu a situação como crítica e classificou o cenário como de abandono por parte das autoridades.
Segundo o relato, a sensação entre os moradores é de que a área estaria sem controle efetivo do poder público. A liderança indígena destacou que o conflito já deixou duas vítimas fatais e quase resultou em uma terceira morte, cobrando medidas urgentes para evitar novas tragédias.
Com a intensidade dos disparos durante a madrugada, diversas famílias deixaram suas residências e buscaram abrigo em áreas de mata, temendo pela própria segurança.
Questionamentos a órgãos federais
Moradores também manifestaram insatisfação em relação à atuação de órgãos responsáveis pela questão indígena e pela fiscalização da lei na região.
Entre as críticas estão:
FUNAI: Segundo a comunidade, pedidos de apoio e socorro não teriam recebido retorno efetivo.
Ministério Público Federal (MPF): Apesar das denúncias encaminhadas, os moradores afirmam que não houve ações concretas capazes de garantir a segurança no local.
O questionamento feito por lideranças locais é sobre a necessidade de medidas preventivas mais firmes para evitar novas mortes, diante do histórico recente de violência.
Conflito sem desfecho
A Aldeia Ventarra vive um cenário de instabilidade contínua. O conflito interno, que já resultou em duas mortes confirmadas, permanece sem solução definitiva. Enquanto isso, a comunidade aguarda um posicionamento oficial das autoridades de segurança pública e do Governo Federal sobre a permanência e o reforço do efetivo na área.
Até o momento, não houve manifestação pública detalhada dos órgãos citados sobre os novos disparos registrados na madrugada.
Fonte: Clube do Ouvinte
