Caratecas do interior gaúcho sobem ao pódio nacional e reforçam força da modalidade
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| Foto Divulgaçao |
Atletas de cidades do Alto Uruguai gaúcho voltaram do Pará com uma coleção de medalhas e a confirmação de que o karatê regional vive um momento de crescimento. A delegação competiu entre os dias 22 e 27 de abril, em Belém, durante o XXVI Campeonato Brasileiro de Karatê JKA e a Copa Machida — eventos que reúnem alguns dos principais nomes da modalidade no país.
Representando o dojô Onna Bugeisha e o Rio Grande do Sul, os competidores conquistaram pódios em disputas de kata (sequência técnica) e kumitê (combate), tanto em provas individuais quanto por equipes. O desempenho chamou atenção pelo volume de medalhas e pela diversidade de atletas premiados.
Entre os destaques estão Breno Silveira e Julia Nascimento, que garantiram prata no kata, além de Anna Nava, com dois vice-campeonatos em equipe (kata e kumitê). Também subiram ao pódio nomes como Sofia Muradás, Maria Frare, Halei Eduardo de Oliveira, Maria Scariot, Gabriel Kossmann, Valentina Alegretti, Victor dos Santos e Isabelly Verza, todos com medalhas de bronze. No kumitê, Breno Beuren Silveira conquistou prata, enquanto outras atletas também se destacaram nas disputas coletivas.
A equipe reuniu representantes de Erechim, Campinas do Sul, Jacutinga e Ponte Preta, evidenciando a integração entre municípios e o avanço do esporte fora dos grandes centros. Esse tipo de resultado costuma refletir não apenas talento individual, mas também continuidade nos treinamentos e acesso a competições de alto nível.
O suporte das prefeituras foi determinante para a viagem e participação no campeonato. Em Erechim, iniciativas públicas voltadas ao esporte têm ampliado o acesso de atletas a eventos nacionais, incluindo auxílio com transporte e custos logísticos.
De acordo com o secretário municipal da área, o investimento contínuo tem impacto direto no desempenho esportivo e na formação dos jovens. Além dos resultados nas competições, ele ressalta que o karatê contribui para disciplina, desenvolvimento pessoal e novas oportunidades.
Os competidores fazem parte da Seleção Gaúcha de Karatê e são vinculados à JKA no estado. O grupo é treinado pela sensei Cristiane Babinski, que também lidera projetos sociais voltados a crianças e adolescentes no interior gaúcho, ampliando o alcance da modalidade.
Além dos medalhistas, outros atletas também integraram a delegação e participaram das disputas, reforçando o trabalho coletivo desenvolvido pelo dojô.
Por que isso importa?
O karatê, além de esporte competitivo, é reconhecido como ferramenta de inclusão social e educação. Projetos como os desenvolvidos no interior do Rio Grande do Sul ajudam a formar atletas e cidadãos, oferecendo alternativas positivas para jovens e fortalecendo o esporte de base — fator essencial para manter o Brasil competitivo em torneios nacionais e internacionais.
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