Homem acusado de matar ex-companheira será julgado por júri popular em Erechim
O Tribunal do Júri de Erechim julga, na próxima quarta-feira (29), um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pela morte da ex-companheira. O caso é tratado como feminicídio ocorrido em contexto de violência doméstica, com agravantes que podem elevar a pena em caso de condenação.
De acordo com a acusação, o crime aconteceu na noite de 20 de outubro de 2023, no bairro Atlântico. O réu teria invadido a casa da vítima e cometido o assassinato por estrangulamento. A ação, segundo o Ministério Público, surpreendeu a mulher dentro da própria residência, reduzindo suas chances de defesa.
A promotoria sustenta que o acusado agiu motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. Além disso, o crime teria sido praticado mesmo com medidas protetivas de urgência em vigor, o que agrava a situação judicial do réu. Entre as qualificadoras apontadas estão motivo torpe, uso de asfixia e recurso que dificultou a reação da vítima.
O promotor de Justiça Fabrício Gustavo Allegretti será responsável por conduzir a acusação durante o julgamento. Ele destaca o impacto do caso, que deixou dois filhos sem a mãe e causou abalo profundo na família. Após o crime, o suspeito foi preso em flagrante em um bar da cidade.
O Ministério Público afirma que acompanha os familiares da vítima desde o início do processo e pretende representar, no julgamento, não apenas os fatos, mas também as consequências emocionais deixadas pela tragédia.
O feminicídio é caracterizado quando o assassinato de uma mulher ocorre em razão de sua condição de gênero, geralmente associado à violência doméstica ou familiar. No Brasil, esse tipo de crime possui tratamento mais rigoroso na legislação, com penas maiores e circunstâncias agravantes — especialmente quando há descumprimento de medidas protetivas, criadas justamente para prevenir desfechos fatais como este.
Com informaçoes: MPRS/Ascom │ Foto: Arquivo pessoal
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