Uma grande ação de fiscalização no Rio Grande do Sul retirou de circulação cerca de 1,4 mil toneladas de sementes consideradas irregulares, com impacto financeiro estimado em mais de R$ 6,1 milhões. A ofensiva ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril e teve como foco combater práticas ilegais no setor de insumos agrícolas.
Coordenada pela Polícia Civil, com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Secretaria da Agricultura (Seapi), a operação percorreu diversos municípios estratégicos, incluindo Espumoso e Lagoa dos Três Cantos. Ao longo dos três dias, equipes vistoriaram propriedades rurais e empresas ligadas à produção e comercialização de sementes.
Durante as inspeções, foram identificadas irregularidades graves, principalmente relacionadas à origem e à rastreabilidade dos produtos. Entre os itens apreendidos estavam sementes de culturas de inverno bastante utilizadas no campo, como azevém, trigo, centeio e aveia.
Além das apreensões, os fiscais lavraram autos de infração que podem resultar em multas elevadas e até na destruição definitiva do material recolhido. Os responsáveis também poderão responder a processos administrativos.
A operação se estendeu ainda a cidades como Ijuí, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Santa Bárbara do Sul e Bagé, ampliando o alcance da fiscalização no Estado.
Por que isso importa?
O uso de sementes sem certificação pode comprometer a produtividade das lavouras, além de aumentar o risco de pragas e doenças. A fiscalização busca garantir que apenas produtos dentro das normas cheguem ao campo, protegendo tanto os agricultores quanto a cadeia de produção de alimentos.
