Escassez no mercado impulsiona valorização do trigo enquanto derivados seguem em queda
O preço do trigo registrou avanço ao longo de abril, refletindo a menor disponibilidade do grão no mercado. A redução na oferta, típica do período de entressafra, somada à postura cautelosa dos produtores — que evitam vender esperando melhores condições — contribuiu para a alta nas cotações.
Mesmo com o ritmo de negociações mais lento, compradores que precisam repor estoques acabam aceitando valores mais elevados. Esse comportamento sustenta o movimento de valorização, ainda que de forma gradual.
Em contrapartida, o farelo de trigo seguiu caminho oposto. A combinação de menor procura, maior volume disponível e a presença de produtos concorrentes pressionou os preços para baixo no período.
Já o mercado de farinhas apresentou estabilidade, sem variações expressivas. O equilíbrio entre oferta e demanda evitou oscilações mais acentuadas, mantendo os preços praticamente inalterados.
Esse cenário evidencia um descompasso dentro da cadeia do trigo: enquanto a matéria-prima ganha força com a escassez, seus derivados enfrentam pressões distintas. Em geral, durante a entressafra, esse tipo de comportamento é comum, já que a oferta do grão diminui até a chegada da nova colheita, impactando diretamente a formação de preços em toda a cadeia produtiva.