Mulher assume fazenda após perda do marido e mantém produção rural com apoio da filha
A rotina no campo mudou completamente para Zelinda Inês Carnevalli depois da morte do marido, em Xanxerê. Acostumada desde jovem ao trabalho rural, ela precisou encarar uma nova realidade: administrar sozinha a propriedade da família enquanto lidava com o luto e as dificuldades financeiras.
Mesmo diante da insegurança, Zelinda decidiu seguir em frente ao lado da filha, Kamille Dallabetta. Hoje, as duas comandam juntas a produção rural da família, que conta com aproximadamente 30 vacas em lactação e 650 suínos em fase de terminação.
Nos primeiros meses, os desafios foram ainda maiores. Além das atividades do campo, Zelinda teve que aprender tarefas que antes eram responsabilidade do esposo, como dirigir, resolver assuntos bancários, organizar pagamentos e tomar decisões financeiras importantes para manter a propriedade funcionando.
Ela também enfrentou resistência em um setor tradicionalmente ocupado por homens. Segundo Zelinda, o preconceito apareceu em diversos momentos, mas nunca foi suficiente para fazê-la abandonar a atividade rural.
Kamille cresceu acompanhando a dedicação da mãe e afirma que encontrou nela a principal inspiração para permanecer no campo. A parceria entre as duas se tornou essencial para fortalecer o negócio da família e superar as dificuldades do dia a dia.
A história de Zelinda e Kamille reflete uma realidade cada vez mais comum no agronegócio brasileiro: o crescimento da participação feminina na gestão das propriedades rurais. Nos últimos anos, mulheres têm conquistado mais espaço no setor, assumindo funções de liderança e contribuindo diretamente para a produção agrícola e pecuária do país.
Com persistência e união familiar, mãe e filha transformaram a dor da perda em motivação para manter viva a tradição da família no interior catarinense.
Com informaçoes:NSC / Impacto Comunicação
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