Rio Grande do Sul encaminha reajuste do piso regional e salários podem chegar a R$ 2,3 mil

 


Os trabalhadores sem convenção coletiva específica no Rio Grande do Sul poderão receber salários maiores em 2026. O governo estadual encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê reajuste de 5,35% no piso salarial regional.

A proposta considera a inflação acumulada nos últimos 12 meses e também o desempenho da economia gaúcha. Segundo o Executivo, a medida busca preservar o poder de compra dos trabalhadores e manter o estado competitivo em relação a outras regiões do país, especialmente Santa Catarina e São Paulo.

Caso seja aprovado pelos deputados estaduais, o novo piso terá cinco faixas salariais, definidas conforme a categoria profissional.

Confira os valores propostos

Faixa 1 – R$ 1.884,75
Inclui empregados domésticos, trabalhadores rurais, profissionais da construção civil, motoboys, além de funcionários de garagens e estacionamentos.

Faixa 2 – R$ 1.928,15
Abrange empregados das indústrias calçadista e têxtil, trabalhadores de hotéis, bares, restaurantes, empresas de limpeza e operadores de telemarketing.

Faixa 3 – R$ 1.971,89
Destinada aos trabalhadores do comércio em geral e das indústrias moveleira, alimentícia e química.

Faixa 4 – R$ 2.049,76
Contempla vigilantes, funcionários de condomínios, auxiliares de escolas e profissionais das áreas metalúrgica e gráfica.

Faixa 5 – R$ 2.388,50
Voltada exclusivamente para técnicos de nível médio.

Quem tem direito ao piso regional?

O piso regional beneficia trabalhadores que não possuem acordos coletivos ou sindicatos com salários definidos em negociações próprias. Na prática, ele funciona como uma garantia mínima de remuneração para diversas categorias.

Especialistas apontam que o reajuste também pode impactar a economia local, já que o aumento da renda tende a estimular o consumo e movimentar setores do comércio e serviços.

Próximos passos

Antes de entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser debatido e aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O texto foi elaborado após reuniões entre representantes do governo, empresários e entidades sindicais.

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