Safra de trigo deve encolher no Brasil e no mundo em 2026/27

 


A próxima safra de trigo deve registrar queda significativa na produção brasileira, acompanhando um movimento também observado no mercado internacional. As projeções mais recentes indicam redução da oferta do cereal em meio à diminuição da área plantada e ao recuo da produtividade nas lavouras.

No Brasil, a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento aponta produção de 6,38 milhões de toneladas em 2026, volume 18,9% menor na comparação com a safra anterior. O principal impacto vem da redução das áreas cultivadas no Paraná e no Rio Grande do Sul, dois dos maiores produtores nacionais.

A área destinada ao trigo no país deve ficar em 2,14 milhões de hectares, retração de 12,5% em relação ao ciclo passado. Já a produtividade média foi estimada em 2.985 quilos por hectare, desempenho 7,3% inferior ao registrado no último ano.

Mesmo com o cenário de queda, o plantio segue avançando nas regiões produtoras. Até o início de maio, cerca de 17,5% da área prevista já havia sido semeada no Brasil, conforme levantamento da Conab.

No Paraná, aproximadamente 35% da área planejada já foi implantada. As lavouras apresentam boas condições até o momento, segundo dados divulgados pelo Deral/Seab.

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, agricultores seguem preparando o solo para o plantio, mas muitos produtores demonstram cautela. O aumento dos custos de produção, as dificuldades no acesso ao crédito rural e as limitações do seguro agrícola têm influenciado a decisão de reduzir o cultivo nesta temporada.

No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também projeta retração na produção global de trigo para a safra 2026/27. A expectativa é de queda de 2,9% em relação ao ciclo anterior.

Os estoques mundiais do cereal também devem diminuir, pressionando a relação entre oferta e consumo. Apesar disso, o consumo global segue praticamente estável, estimado em mais de 823 milhões de toneladas.

Especialistas avaliam que a redução da produção pode impactar diretamente os preços do trigo nos próximos meses. Isso pode refletir tanto no mercado de exportação quanto no custo de produtos derivados, como farinhas, massas e pães, especialmente se houver problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras.

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