Super El Niño pode agravar desastres climáticos no mundo
O avanço de um possível “Super El Niño” voltou a preocupar especialistas em clima devido ao potencial de provocar eventos extremos em diferentes regiões do planeta. O fenôeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial registram um aquecimento muito acima da média, alterando o comportamento dos ventos e interferindo diretamente no clima global.
Com o planeta já enfrentando temperaturas elevadas por causa das mudanças climáticas, cientistas alertam que um episódio intenso pode ampliar ainda mais os impactos ambientais e econômicos. Entre as principais consequências estão ondas de calor severas, tempestades mais destrutivas, secas prolongadas e prejuízos à produção agrícola.
No Brasil, os efeitos podem variar conforme a região. Estados do Sul tendem a enfrentar aumento das chuvas, temporais e até tornados. Já o Nordeste pode sofrer com períodos mais longos de seca e calor extremo. No Sudeste, a combinação entre altas temperaturas e tempestades intensas preocupa meteorologistas.
A Região Norte também pode ser afetada pela redução do volume dos rios amazônicos, situação que impacta comunidades ribeirinhas, transporte e abastecimento. Enquanto isso, áreas agrícolas do Centro-Oeste correm risco de perdas nas lavouras devido às mudanças bruscas no regime de chuvas.
O receio em torno do fenômeno cresce porque o cenário climático atual é diferente do registrado há mais de um século. O chamado “Grande El Niño”, entre 1876 e 1878, ficou marcado como um dos episódios mais severos da história, associado a fome, doenças e crises econômicas em diversas partes do mundo.
Especialistas explicam que o aquecimento global funciona como um “combustível extra” para eventos climáticos extremos. Isso significa que um Super El Niño nos dias atuais pode gerar impactos mais intensos do que em registros históricos anteriores.
Além dos danos ambientais, há preocupação com o aumento nos preços dos alimentos, da água e da energia, já que fenômenos climáticos extremos costumam afetar diretamente a produção agrícola e a infraestrutura de vários países.
