Super El Niño pode provocar impactos extremos no planeta

 


Especialistas em clima estão monitorando um possível “super El Niño” que pode se formar no Oceano Pacífico nos próximos meses e gerar efeitos severos em diversas regiões do mundo até 2027. Modelos meteorológicos indicam um aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, cenário considerado um dos principais sinais para o desenvolvimento do fenômeno.

De acordo com cientistas e centros internacionais de meteorologia, as temperaturas do oceano já estão acima da média e podem continuar subindo ao longo do ano. Caso o fenômeno ganhe força, há risco de eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor, secas prolongadas, enchentes e prejuízos na agricultura.

O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico ficam mais quentes do que o normal, alterando a circulação atmosférica em várias partes do planeta. Em episódios considerados “super”, os impactos costumam ser ainda mais intensos. Um dos casos mais graves aconteceu entre 1997 e 1998, período marcado por enchentes, incêndios florestais e perdas bilionárias em diferentes países.

Meteorologistas alertam que um novo super El Niño poderá elevar ainda mais as temperaturas globais, aumentando a frequência de desastres naturais. Além do calor extremo, especialistas apontam riscos de escassez de alimentos, problemas no abastecimento de água e danos ambientais, como o branqueamento de corais e impactos na pesca.

No Brasil, os efeitos também podem ser significativos. Regiões do Sul podem registrar volumes elevados de chuva e risco maior de enchentes, enquanto áreas do Norte e Nordeste tendem a enfrentar períodos mais secos e temperaturas acima da média.

Pesquisadores afirmam ainda que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana podem intensificar os efeitos do El Niño. Estudos recentes indicam que eventos extremos do fenômeno podem se tornar mais frequentes nas próximas décadas devido ao aquecimento global. 

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