Suspeita de feminicídio no Noroeste do RS termina com duas mortes dentro de residência
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| Foto: Márcio Santos/Caçadores de Notícias |
Uma mulher de 62 anos foi encontrada sem vida no fim da tarde de segunda-feira (4), dentro de uma casa em Pejuçara, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O caso, tratado inicialmente como feminicídio, também terminou com a morte do companheiro da vítima, apontado como principal suspeito.
De acordo com informações da Brigada Militar, a vítima foi identificada como Claudete Lucia Darui. O corpo dela estava em um dos quartos da residência, localizada no bairro Rio Branco. No mesmo cômodo, os policiais também encontraram o companheiro, Armando Schmeling, de 70 anos, já sem vida.
A principal linha de investigação indica que o homem teria cometido o crime e, em seguida, tirado a própria vida. Uma faca foi localizada sobre uma mesa na sala e pode ter sido utilizada no ataque, embora a causa oficial da morte ainda dependa de perícia.
Ainda segundo a polícia, não havia registro de medidas protetivas em favor da vítima. O caso está sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias e a dinâmica do ocorrido.
Se a hipótese de feminicídio for confirmada, este será o 31º caso registrado no Rio Grande do Sul em 2026 — um número que reforça a preocupação com a violência contra a mulher no estado.
Entenda o contexto
O feminicídio é caracterizado quando uma mulher é assassinada em razão de sua condição de gênero, frequentemente associado a violência doméstica ou familiar. No Brasil, esse tipo de crime é considerado hediondo e possui agravantes previstos em lei, justamente pela gravidade e recorrência dos casos.
Como buscar ajuda em situações de violência
Mulheres em situação de risco, ou qualquer pessoa que presencie episódios de violência, podem acionar os seguintes serviços:
Brigada Militar (190): atendimento imediato em casos de emergência
Polícia Civil: registro de ocorrência e solicitação de medidas protetivas
Delegacia Online: opção para formalizar denúncias sem sair de casa
Central de Atendimento à Mulher (180): orientações, denúncias e suporte 24 horas
Disque 100: canal para relatar violações de direitos humanos, com atendimento gratuito e sigiloso
A denúncia, mesmo anônima, pode ser fundamental para interromper ciclos de violência e salvar vidas.
Fonte:GZH
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