Trabalhador é mordido no rosto por cobra escondida em bananeira no Norte de SC
Jovem de 19 anos foi socorrido após ataque inesperado; espécie não é venenosa, mas exige cuidados médicos
Um trabalhador rural de 19 anos foi atacado por uma cobra enquanto realizava atividades em um bananal na zona rural de São João do Itaperiú, no Norte de Santa Catarina. O caso chamou atenção pela região atingida: o jovem foi mordido diretamente na boca após a serpente surgir entre as folhas da plantação.
Logo após o incidente, o empregador levou a vítima até o quartel dos bombeiros voluntários da cidade. No local, os socorristas identificaram sangramento nos lábios e prestaram os primeiros atendimentos antes de encaminhá-lo à Unidade Básica de Saúde Central.
Segundo o relato do próprio trabalhador e de seu chefe, o ataque ocorreu de forma repentina enquanto ambos atuavam no bananal. A cobra estava camuflada entre as folhas, o que dificultou sua identificação e aumentou o risco do acidente.
Apesar do susto, os bombeiros informaram que a serpente envolvida era uma caninana (Spilotes pullatus), espécie não peçonhenta. Ainda assim, a mordida pode causar dor, ferimentos e risco de infecção, o que justifica a necessidade de atendimento médico imediato.
Entenda o comportamento da caninana
A caninana é uma cobra comum em diversas regiões do Brasil, com hábitos diurnos e preferência por áreas com vegetação densa, como plantações e matas. Ela pode ultrapassar 2,5 metros de comprimento e é conhecida pela coloração marcante: corpo escuro com manchas e listras amarelas.
Embora não possua veneno, essa serpente é ágil e pode reagir de forma defensiva quando se sente ameaçada. Sua velocidade e capacidade de ataque rápido são características naturais usadas tanto para capturar presas quanto para se proteger de predadores.
Por que acidentes assim acontecem?
Casos como esse são mais comuns em áreas rurais, especialmente em locais com vegetação fechada, onde animais podem se esconder facilmente. A presença humana nesses ambientes aumenta a chance de encontros inesperados.
Por isso, especialistas recomendam o uso de equipamentos de proteção, atenção redobrada ao manusear folhas e galhos, além de evitar colocar mãos ou rosto em locais sem visibilidade. Em caso de mordida, o ideal é procurar atendimento médico rapidamente, mesmo quando a espécie não é venenosa.
Com informaçoes de Folha Agricola
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