Ypê anuncia retomada da produção após aval da Anvisa e reforça controle rigoroso antes de colocar produtos no mercado

 


A fabricante de produtos de limpeza Ypê informou que pretende retomar suas operações industriais até a próxima segunda-feira, após receber autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para voltar a produzir em sua unidade de Amparo, no interior de São Paulo. A empresa também garantiu que os novos itens fabricados passarão por análises laboratoriais adicionais antes de serem liberados para venda. 

A decisão ocorre depois de uma nova inspeção realizada por equipes da Anvisa em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. Segundo o órgão regulador, a fábrica apresentou avanços significativos nas medidas corretivas exigidas após a identificação de falhas em processos de controle de qualidade e segurança sanitária. 

Durante as fiscalizações anteriores, a Anvisa apontou 76 irregularidades na unidade industrial e detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos acabados. A contaminação levou à suspensão da fabricação, distribuição e comercialização de diversos detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca. 

Para recuperar a autorização de funcionamento, a empresa apresentou um amplo plano de adequação, com centenas de ações corretivas voltadas à melhoria dos processos produtivos e dos sistemas de garantia da qualidade. As medidas foram avaliadas pelas autoridades sanitárias durante a reinspeção realizada nesta semana. 

Apesar da liberação da fábrica para voltar a operar, a Anvisa informou que continuará monitorando a execução das correções implementadas pela empresa. Os órgãos de vigilância sanitária também seguirão acompanhando os procedimentos adotados para garantir que os produtos sejam fabricados dentro dos padrões exigidos de segurança. 

A Ypê destacou que os itens produzidos após a retomada passarão por uma avaliação criteriosa antes de chegarem aos consumidores. A intenção é assegurar que todos os produtos atendam às exigências técnicas e sanitárias estabelecidas pelos órgãos reguladores. 

Enquanto isso, permanecem sob restrição os produtos incluídos nas resoluções da Anvisa relacionadas ao caso. A liberação definitiva dos lotes afetados dependerá da apresentação de laudos e de novas análises conduzidas sob supervisão da agência reguladora. (UOL Economia)

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