Terremoto de forte magnitude atinge a Venezuela e causa danos em Caracas
Um forte terremoto atingiu a Venezuela nesta quarta-feira, provocando momentos de tensão na capital Caracas e em outras regiões do país. De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), foram registrados dois tremores com epicentros próximos entre si, de magnitudes 7,2 e 7,5.
O abalo mais intenso teve epicentro na cidade de Montalbán, localizada a cerca de 168 quilômetros de Caracas, e ocorreu a uma profundidade de 13 quilômetros. Segundo o USGS, há risco de elevado número de vítimas e grandes danos materiais devido à intensidade do fenômeno.
Relatos iniciais apontam que edifícios e residências sofreram desabamentos na capital venezuelana. O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, informou que equipes de emergência foram mobilizadas para avaliar a situação, mas ainda não havia um balanço oficial de mortos ou feridos.
O tremor também foi sentido em diversos estados da região Norte do Brasil, incluindo Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. Em algumas localidades, moradores deixaram prédios por precaução após sentirem os abalos.
Alertas de tsunami chegaram a ser emitidos para algumas ilhas do Caribe, porém foram cancelados posteriormente pelas autoridades competentes.
Além do terremoto na Venezuela, um outro tremor de magnitude 6,9 foi registrado na ilha de Honshu, no Japão. Na Venezuela, o sismo foi seguido por vários tremores secundários, percebidos inclusive em áreas da Colômbia.
Moradores de Caracas relataram cenas de pânico durante o evento. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, pessoas correram para as ruas em busca de segurança enquanto prédios balançavam. Alguns residentes também observaram rachaduras surgindo em edifícios.
O terremoto ocorreu durante um feriado nacional que celebra a vitória militar de 1821, marco importante para a independência venezuelana em relação à Espanha.
O último grande terremoto registrado em Caracas ocorreu em 29 de julho de 1967. Na ocasião, o abalo de magnitude 6,6 deixou entre 225 e 300 mortos e mais de 1.500 feridos.
Fonte: g1 e Reuters
Foto: Juan Barreto/AFP
