Morte em sítio de Minas Gerais após disparo de armadilha artesanal é investigada pela polícia

 

Viatura da polícia em propriedade rural onde ocorreu morte provocada por armadilha artesanal em Minas Gerais.
Polícia investiga morte registrada em propriedade rural de Santos Dumont, na Zona da Mata mineira.

Homem de 27 anos morreu ao ser atingido por um disparo em uma propriedade rural de Santos Dumont; dono do sítio admitiu ter instalado um artefato para proteger o local.

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de um homem de 27 anos ocorrida em uma propriedade rural localizada no povoado do Piau, em Santos Dumont, na Zona da Mata mineira. A principal linha de apuração aponta que a vítima foi atingida por um disparo provocado por uma armadilha artesanal instalada no sítio.

O caso aconteceu na noite da última quinta-feira (9). Conforme informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), equipes foram acionadas após o registro da ocorrência e encontraram sinais de arrombamento em uma janela da residência. O homem já estava sem vida quando os policiais chegaram ao local.

Durante a perícia, foi constatado que a vítima apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região do tórax.

Em depoimento aos policiais, o proprietário do imóvel, de 48 anos, informou que havia instalado um dispositivo conhecido popularmente como "trabuco", carregado com munição calibre .28. Segundo ele, o objetivo era dificultar invasões à propriedade e também afastar animais.

Ainda conforme o relato do dono do sítio, após encontrar o corpo ele retirou o equipamento para evitar novos acidentes e entregou a armadilha às autoridades responsáveis pela investigação.

Nas proximidades da propriedade, os policiais localizaram uma motocicleta pertencente à vítima. De acordo com as investigações iniciais, existe a hipótese de que o homem tenha entrado no local com a intenção de praticar furto, informação que ainda será apurada pela Polícia Civil.

Além da armadilha artesanal, os aparelhos celulares e a motocicleta foram apreendidos para auxiliar na investigação. O proprietário foi encaminhado à autoridade policial competente, que dará continuidade aos procedimentos legais para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

A utilização de armadilhas artesanais para proteção de imóveis é considerada de alto risco. Pela legislação brasileira, mecanismos capazes de colocar a vida de terceiros em perigo podem resultar em responsabilização criminal, mesmo quando instalados com a finalidade de proteger uma propriedade. Caberá à investigação definir se houve infrações relacionadas ao uso do artefato.

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