Empresário morre após suposto plano de envenenamento em SC; esposa e amante viram réus da investigação

 

Foto: Fenerária Rodrigues Alves

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito sobre a morte do empresário funerário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, em Videira, e indiciou a esposa da vítima e o suposto amante dela por homicídio qualificado. Conforme a investigação, o crime teria sido cometido de forma lenta e planejada, com uso de substâncias tóxicas aplicadas ao longo de várias semanas.

Segundo os investigadores, a motivação do assassinato estaria ligada a um relacionamento extraconjugal mantido pelos suspeitos há mais de um ano, além de interesses financeiros relacionados ao patrimônio do empresário. Os dois permanecem presos preventivamente e optaram por ficar em silêncio durante os depoimentos.

A apuração aponta que a vítima começou a ser intoxicada entre janeiro e fevereiro de 2026. Entre os produtos identificados pela perícia estão metanol, que teria sido colocado em bebidas consumidas pelo empresário, soda cáustica misturada em medicamentos e o agrotóxico conhecido como “chumbinho”, substância proibida pela vigilância sanitária devido ao alto risco de morte.

Exames toxicológicos realizados durante a internação identificaram sinais de intoxicação por carbamato e organofosforado, compostos frequentemente encontrados em pesticidas extremamente tóxicos. Pedro Rodrigues Alves morreu no dia 15 de fevereiro, dois dias após os resultados laboratoriais confirmarem a presença dessas substâncias.

De acordo com o delegado Édipo Flamia, o empresário chegou ao hospital em estado gravíssimo. Ele permaneceu sedado, sob ventilação mecânica e internado na UTI durante quase todo o tratamento, mas não resistiu às complicações provocadas pelo envenenamento.

Outro detalhe revelado pela investigação chamou atenção das autoridades. A esposa do empresário teria feito pagamentos a um enfermeiro da unidade hospitalar para obter informações privilegiadas sobre o quadro clínico do marido. O profissional passou a responder administrativamente por possível quebra de protocolos internos e violação do código de ética da enfermagem.

Casos de envenenamento gradual costumam dificultar o trabalho das equipes médicas e policiais, já que os sintomas podem ser confundidos com outras doenças. Por isso, exames toxicológicos e perícias detalhadas são fundamentais para identificar substâncias químicas e comprovar a causa da morte em investigações desse tipo.

Fonte: NSC

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