Europa exclui Brasil de lista para exportação de carne após exigências sanitárias
O Brasil ficou fora da nova lista da União Europeia que autoriza países a exportarem carne ao bloco dentro das regras mais rígidas de controle do uso de antibióticos na pecuária. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (12) pelas autoridades europeias.
Entre os países aprovados estão Argentina, Colômbia e México, considerados alinhados às normas sanitárias exigidas pelo mercado europeu. Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro ainda não apresentou comprovações suficientes sobre a restrição de determinados antimicrobianos utilizados na criação animal.
A medida faz parte de um pacote de regras adotado pela União Europeia para reduzir o risco de resistência antimicrobiana, problema que preocupa autoridades de saúde em vários países. O uso inadequado de antibióticos em animais pode contribuir para que bactérias se tornem resistentes aos tratamentos médicos em humanos.
Apesar da exclusão do Brasil neste primeiro momento, a União Europeia informou que a relação de países autorizados poderá ser revisada nos próximos meses. Isso dependerá da apresentação de novas garantias sanitárias por parte das autoridades brasileiras.
O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou que os produtores europeus seguem padrões rigorosos de saúde animal e controle antimicrobiano. Segundo ele, os produtos importados precisam atender às mesmas exigências para garantir equilíbrio nas regras comerciais.
A decisão pode gerar preocupação no setor agropecuário brasileiro, já que a União Europeia é considerada um mercado estratégico para exportações de carne. Além do impacto econômico, o episódio aumenta a pressão por adaptações sanitárias e maior rastreabilidade na cadeia produtiva do país.
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