Mulher é presa após decisão judicial por maus-tratos e morte cruel de cachorro em Porto Alegre
A Justiça determinou a prisão preventiva de uma mulher de 32 anos investigada pela morte violenta de um cachorro em Porto Alegre. A decisão foi cumprida na noite de quarta-feira (13), após o Tribunal de Justiça acolher um recurso apresentado pelo Ministério Público, revertendo entendimentos anteriores que permitiam que a suspeita respondesse ao processo em liberdade.
O caso ganhou repercussão depois que imagens gravadas em novembro de 2025 começaram a circular nas redes sociais. O vídeo mostra o momento em que o cão, chamado Branquinho, é atacado com golpes de picareta, provocando indignação e revolta entre moradores e entidades de proteção animal.
Durante a investigação, conduzida pela 15ª Delegacia de Polícia da capital gaúcha, a Polícia Civil tentou solicitar a prisão preventiva da mulher em duas oportunidades. Apesar do apoio do Ministério Público, os pedidos haviam sido negados inicialmente pela Justiça.
A situação se agravou após uma operação realizada na residência da investigada, localizada no bairro Aparício Borges. No imóvel, os agentes encontraram 35 animais vivendo em condições consideradas precárias. Entre eles estavam cães presos por correntes, além de cavalos e galinhas sem alimentação adequada e em ambiente insalubre.
Segundo os policiais, muitos animais apresentavam sinais claros de desnutrição e abandono. Na ocasião da ação, a mulher chegou a ser presa em flagrante por maus-tratos, mas acabou liberada após audiência de custódia.
Casos de violência contra animais têm gerado cada vez mais atenção das autoridades brasileiras. A legislação prevê punições severas para crimes de maus-tratos, especialmente quando envolvem cães e gatos, podendo resultar em pena de prisão, multa e perda da guarda de animais.
Com informaçoes de Radio Planalto
