Paulo Bento registra primeira morte por hantavírus no Rio Grande do Sul em 2026
O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro óbito por hantavírus no Estado neste ano. O caso foi registrado no município de Paulo Bento, no Norte gaúcho, e teve confirmação clínica e epidemiológica pelas autoridades de saúde.
Além da morte em Paulo Bento, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) também confirmou um segundo caso da doença em Antônio Prado, desta vez com comprovação laboratorial. Segundo o Estado, os dois registros não têm qualquer ligação com o surto de hantavirose identificado em um navio que saiu da Argentina rumo a Cabo Verde no início de abril.
Os dois pacientes teriam contraído a doença em áreas rurais, ambiente considerado de maior risco para transmissão do vírus.
A hantavirose é transmitida principalmente pelo contato com secreções de roedores silvestres, como urina, saliva e fezes, além de possíveis mordidas dos animais. A infecção pode ocorrer durante atividades como limpeza de galpões, trabalhos agrícolas, pescarias, trilhas e outras ações em locais com presença de ratos silvestres.
Os primeiros sintomas costumam incluir febre, dores musculares, dor de cabeça, náusea e desconforto lombar. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para falta de ar, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos, queda da pressão arterial e choque circulatório.
As autoridades reforçam que os ratos urbanos, como camundongos e ratazanas, não são os principais transmissores das variantes de hantavírus encontradas no Brasil. Cada tipo do vírus está associado a espécies específicas de roedores silvestres.
Dados da SES mostram que o Rio Grande do Sul vem registrando casos da doença nos últimos anos. Em 2025, foram contabilizados oito casos até o momento. Em 2024, houve sete registros; em 2023, seis; em 2022, nove; em 2021, três; e em 2020, apenas um caso confirmado.
Com informaçoes:Rádio Cultura 105.9 FM e Jornal Boa Vista