Quanto custa a tranquilidade? Estudo revela renda considerada ideal para viver melhor no Brasil

 


Uma pesquisa internacional voltou a colocar o dinheiro no centro do debate sobre qualidade de vida e felicidade. O levantamento mostra que a situação financeira continua sendo um dos principais fatores ligados ao bem-estar dos brasileiros — embora especialistas reforcem que felicidade não depende apenas da renda.

De acordo com o relatório global da Ipsos, o Brasil aparece entre os países com maior índice de pessoas felizes em 2026. Cerca de 80% dos entrevistados afirmaram estar felizes ou muito felizes, colocando o país entre os destaques do ranking mundial. 

O estudo também aponta uma forte relação entre renda e satisfação pessoal. Pessoas com ganhos mais altos demonstraram níveis maiores de felicidade do que aquelas com menor poder aquisitivo. Entre os entrevistados de renda elevada, 79% disseram estar felizes, enquanto entre os de renda mais baixa o percentual caiu para 67%. 

Apesar disso, os pesquisadores destacam que dinheiro sozinho não garante bem-estar permanente. Segurança financeira, estabilidade emocional, saúde mental e relações pessoais aparecem como fatores decisivos para uma vida considerada satisfatória.

No Brasil, o principal motivo citado para a felicidade foi “sentir-se amado”, apontado por 34% dos participantes. Saúde física e mental veio logo atrás, seguida pelos relacionamentos familiares. 

Por outro lado, as dificuldades financeiras seguem liderando entre as causas de infelicidade. Mais da metade dos brasileiros entrevistados afirmou que problemas ligados ao dinheiro impactam diretamente sua qualidade de vida. 

Especialistas ouvidos em análises sobre o estudo explicam que existe um ponto em que a renda deixa de aumentar significativamente a felicidade. Segundo eles, após atender necessidades básicas como moradia, alimentação, saúde e segurança, outros aspectos passam a ter maior peso no bem-estar emocional. 

A pesquisa também mostrou diferenças entre gerações. Pessoas acima dos 50 anos registraram índices mais altos de felicidade, enquanto a Geração Z apresentou os maiores níveis de insatisfação emocional. 

Realizado em 29 países, o levantamento entrevistou mais de 23 mil pessoas entre o fim de 2025 e o início de 2026. No Brasil, aproximadamente mil participantes fizeram parte da amostra. 

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