Safra de grãos do Brasil pode bater novo recorde em 2026 com avanço da soja e do milho
O agronegócio brasileiro caminha para registrar uma das maiores colheitas de sua história. A estimativa mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento, a Companhia Nacional de Abastecimento, aponta que a safra nacional de grãos pode alcançar 358 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, volume 1,6% superior ao da temporada anterior.
O crescimento representa um acréscimo de cerca de 5,7 milhões de toneladas e é puxado principalmente pela forte produção de soja, milho e sorgo, culturas que seguem em expansão em diferentes regiões do país.
A soja aparece como o principal destaque do levantamento. A previsão é de que a produção chegue a 180,1 milhões de toneladas, número considerado histórico para o setor. O resultado também supera a projeção anterior e consolida o sétimo avanço registrado nas últimas dez safras brasileiras da oleaginosa.
Além da produtividade elevada, o desempenho positivo está ligado ao avanço da colheita, que já ultrapassa 98% da área plantada. O crescimento da soja reforça ainda mais a posição do Brasil entre os maiores exportadores mundiais do grão.
O milho também mantém números robustos. Somadas as três safras do cereal, a expectativa é de uma colheita de 140,2 milhões de toneladas, configurando a segunda maior marca da série histórica. A primeira safra teve aumento de área cultivada e deve produzir cerca de 28,5 milhões de toneladas.
Já a segunda safra enfrenta impactos climáticos em estados como Goiás e Minas Gerais, mas ainda assim deve atingir mais de 108 milhões de toneladas. O aumento da área plantada ajudou a reduzir perdas mais significativas.
Outro cultivo que ganhou força nesta temporada foi o sorgo. A produção pode crescer quase 24%, chegando a 7,6 milhões de toneladas. O cereal ganhou espaço especialmente no Centro-Oeste, onde muitos produtores migraram áreas antes destinadas ao milho.
Segundo a análise da Conab, o sorgo vem atraindo produtores por apresentar maior resistência à falta de chuva e boa adaptação a plantios tardios. Além disso, o grão possui múltiplas utilidades, como alimentação animal e produção de etanol.
Enquanto soja, milho e sorgo avançam, outros produtos tradicionais da mesa do brasileiro devem registrar recuo. O arroz tem produção estimada em 11,1 milhões de toneladas, com queda ligada principalmente à redução da área plantada. Mesmo assim, a produtividade por hectare apresentou melhora nesta safra.
O feijão também deve ter retração, com expectativa de 2,9 milhões de toneladas nas três colheitas do ciclo. Apesar da diminuição no volume, a Conab afirma que não há risco de falta desses alimentos no mercado interno.
No caso do algodão, a previsão é de queda de 2,6% na produção de pluma, enquanto o trigo pode sofrer redução expressiva devido à menor área cultivada no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Além da colheita elevada, o mercado externo também deve favorecer o setor agrícola brasileiro. As exportações de soja podem atingir 116 milhões de toneladas, enquanto os embarques de milho seguem em alta, impulsionados pela demanda internacional e pelo crescimento da indústria de etanol no país.
Especialistas apontam que o desempenho da safra brasileira tem impacto direto na economia nacional, influenciando geração de empregos, balança comercial e preços de alimentos. O setor agrícola continua sendo um dos principais motores do crescimento econômico do Brasil.
Com informaçoes de Folha Agricola
