Soja recua no mercado com impacto do petróleo e aumento do frete

 


O mercado da soja encerrou esta quarta-feira em baixa no Brasil e no exterior, pressionado pela queda das cotações internacionais, pelo aumento dos custos logísticos e pelas dificuldades enfrentadas por produtores em regiões afetadas pela estiagem. O cenário também refletiu a desvalorização do petróleo no mercado global, fator que influenciou diretamente os contratos agrícolas negociados em Chicago.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros registraram perdas expressivas. O vencimento para maio caiu 1,40%, encerrando o dia cotado a US$ 11,79 por bushel. Já o contrato de julho recuou 1,38%, fechando em US$ 11,9475 por bushel. O farelo de soja também teve retração, enquanto o óleo de soja acumulou queda ainda mais intensa.

Analistas do setor apontam que o mercado reagiu principalmente às notícias internacionais relacionadas ao Oriente Médio. A expectativa de redução das tensões geopolíticas contribuiu para derrubar o petróleo, movimento que acabou refletindo nos preços das commodities agrícolas.

No Rio Grande do Sul, a reta final da colheita segue marcada por dificuldades no campo. A estiagem continua afetando áreas produtoras e já provoca perdas consideráveis em algumas lavouras. Além disso, a falta de diesel vem atrasando operações com máquinas agrícolas e elevando o custo do transporte.

A colheita gaúcha atingiu 79% da área cultivada. Em Nonoai, a saca teve uma das maiores quedas do dia, sendo negociada a R$ 112,00. No porto de Rio Grande, o preço fechou em R$ 129,00 por saca, também com recuo.

Em Santa Catarina, o mercado físico apresentou maior estabilidade. A demanda das indústrias ligadas à produção de carnes ajudou a sustentar os preços em algumas regiões. Palma Sola manteve a soja em R$ 112,00, enquanto Rio do Sul registrou R$ 118,00. Já no porto de São Francisco do Sul, houve leve queda nas cotações.

O Paraná também sentiu os efeitos do avanço nos custos logísticos. Em cidades como Jacarezinho e Londrina, a soja caiu para R$ 110,00 por saca. O frete até Paranaguá aumentou cerca de R$ 24 por tonelada devido ao preço do diesel, pressionando ainda mais as margens dos produtores.

No Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou uma das maiores desvalorizações do dia, com queda de 4,5% no mercado balcão. A disputa por transporte entre soja e milho tem contribuído para elevar os custos e dificultar o escoamento da produção.

Enquanto isso, Mato Grosso concluiu totalmente a colheita da safra. Mesmo com redução recente nos valores do frete entre Sorriso e Miritituba, os custos logísticos continuam sendo um dos principais pontos de atenção para o setor.

Especialistas destacam que o mercado da soja segue extremamente sensível ao cenário internacional e ao comportamento do petróleo. Além disso, problemas climáticos e o alto custo do transporte continuam limitando a rentabilidade dos produtores brasileiros neste fim de safra.

Com informaçoes de Agrolink

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