Uso de bioinsumos aumenta em mais de 8% a produtividade da soja no Paraná


A adoção de bioinsumos tem garantido ganhos expressivos na produção de soja no Paraná. Dados levantados desde a safra 2015/2016 apontam que a utilização da coinoculação de sementes elevou, em média, 8,33% a produtividade das lavouras no estado.

O acompanhamento é realizado pela Embrapa Soja (PR) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que vêm validando, ao longo da última década, boas práticas relacionadas à Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). A técnica é considerada um dos principais pilares da sustentabilidade na cultura da soja.

A coinoculação consiste na aplicação conjunta de dois ou mais microrganismos benéficos nas sementes, potencializando o processo natural de fixação de nitrogênio pelas plantas. No caso da soja, são utilizados principalmente os microrganismos Bradyrhizobium e Azospirillum, que atuam de forma complementar no desenvolvimento da cultura.

Os resultados mais recentes estão reunidos na publicação “Coinoculação da soja com Bradyrhizobium e Azospirillum na safra 2024/2025 no Paraná”, que apresenta dados coletados em lavouras comerciais por meio das chamadas Unidades de Referência Tecnológica (URTs). Essas unidades funcionam dentro de propriedades rurais, permitindo a validação da tecnologia em condições reais de campo.

Segundo o pesquisador André Mateus Prando, da Embrapa Soja, e o coordenador técnico do projeto Grãos do IDR-Paraná, Edivan José Possamai, os dados acumulados ao longo dos últimos dez anos comprovam a eficiência da tecnologia. De acordo com eles, o uso correto da inoculação e da coinoculação não apenas aumentou a produtividade, como também eliminou a necessidade de adubação nitrogenada na cultura, reduzindo custos para o produtor.

Além do ganho econômico, a prática contribui para a preservação ambiental, ao diminuir o uso de fertilizantes minerais e reduzir impactos associados à produção e aplicação desses insumos.

Com resultados consistentes e benefícios econômicos e ambientais comprovados, a Fixação Biológica de Nitrogênio se consolida como uma estratégia sustentável e rentável para os sojicultores paranaenses.

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